sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Conhecimento

O conhecimento é informação organizada, é uma interpretação formal das relações entre dados e informação. Ou segundo Zikmund (2000) é “a mistura de informação, experiência e de entendimento que proporcionam uma estrutura que pode ser aplicada na avaliação de nova informação ou de situações novas”.
Conhecimento é a adequada colecta de informações que tem intenção de ser útil.
Para nos apoderarmos do conceito e o podermos aplicar é necessário entender que conhecimento “é algo armazenável (ao menos algumas vezes podemos fazê-lo) e algo que flui (algo que se comunica de pessoa a pessoa) ” (José Rascão, 2008). Esta dualidade tem que ser compreendida para que a organização possa fazer a gestão do mesmo, isto é, para que possa criar condições de acesso ao conhecimento de forma a aumentar o capital intelectual. Passámos então a falar de conhecimento organizacional que “é resultante da interacção entre indivíduos e seus contextos (com destaque para a estrutura organizacional e a cultura organizacional) ” (Luiz Henrique & Ricardo Barbosa, 2005).

a)     Características do conhecimento

Como recurso económico:
·         Difícil de medir;
·         Difícil de quantificar;
·         Difícil de avaliar;
·         Pode ser input, output e/ ou processo de transformação;
·         Pode ser produzido ou usado na produção de qualquer bem, mesmo na produção de si mesmo;
·         Pode ser armazenado;
·         Pode sofrer depreciação;
·         Não se deprecia com o uso;
·         Conhecimento pode gerar mais conhecimento;
·         Cresce exponencialmente;
·         Pode ficar obsoleto;
·         Pode ser transferido;
·         Pode ser duplicado;
·         Bem heterogéneo;
·         De fácil apropriação;
·         Pode ser recusado sem diminuir o valor.


Elaborado com base em: Maria Cabrita (2009)



Dinâmica de criação do conhecimento organizacionalElaborado com base em Sandra Inácio (2008); José Martins (2010); Sérgio Silva (2004); Nonaka in Nonaka(2004);

b)     Conhecimento tácito e explícito

O Conhecimento tácito é o que existe na cabeça das pessoas, ganho através da experiência que cada um adquiriu ao longo da vida. Estamos a falar de um conhecimento muito pessoal que é fruto de uma longa experiência, não codificado e por isso mesmo de difícil captação e transmissão.
Dentro do conhecimento tácito alguns autores referem a existência do conhecimento verdadeiramente tácito e o especificável. Para José Martins o conhecimento especificável é tornado explícito por reflexão enquanto o conhecimento verdadeiramente tácito é difícil de explicitar, é aquele conhecimento “que nós possuímos mas na realidade não sabemos”. Segundo o mesmo autor a aprendizagem deste conhecimento só é possível por “aprendizagem indirecta que permite aos indivíduos a acumulação de conhecimento por presenciarem e observarem outra pessoa a realizar a tarefa”.
O conhecimento tácito pode ser melhorado através da socialização, isto é da partilha, interacção, observação, imitação, contacto directo, convivência.
Em termos organizacionais é imprescindível que ocorra a transformação do conhecimento tácito em especificável, para isso é necessário que ocorra externalização que não é mais do que a passagem desse conhecimento para uma base partilhável.
Já o conhecimento explícito pode ser melhorado através da combinação. Neste caso os intervenientes convertem os conhecimentos em conhecimento mais complexo que será disseminado entre os membros da organização.
Finalmente, quando este conhecimento já está bastante disseminado, sofre um novo processo de conversão que seria a internalização, quando passa do Explícito para o Tácito: é o aprender fazendo, incorporando conhecimento explícito e transformando-o em tácito. Esse processo compreende a criação de novos modelos mentais e know-how. A internalização é facilitada se o conhecimento é verbalizado ou representado em manuais, documentos ou histórias contadas.
Este conhecimento tem que ser apropriado pelos indivíduos (internalização) criando-se assim uma espiral do conhecimento (Nonaka e Takeuchi, 1995). Segundo os mesmos autores o conhecimento tácito e o conhecimento explícito não são entidades totalmente separadas, e sim mutuamente complementares. Interage um com o outro e realizam trocas nas actividades criativas dos seres humanos
Talvez a faceta do conhecimento mais difícil de lidar no ambiente empresarial e talvez a que mais implique em real diferenciação competitiva das organizações é a criação do conhecimento, e ela está directamente relacionado com o conhecimento tácito.
O conhecimento que realmente se traduz em vantagem competitiva nasce ou é absorvido como conhecimento tácito, pois se assim não fosse seria facilmente copiado pelos concorrentes.
Mas há a necessidade de converter conhecimento do plano tácito para o explícito, para que a empresa como um todo possa compreendê-lo e utilizá-lo, e a partir dele criar novos conhecimentos.

c)      O capital conhecimento

Cabrita (2009) refere três tipos de capital de capital intelectual (que alguns autores também utilizam como capital conhecimento): o capital humano, estrutural e cliente.
Segundo a mesma autora o capital humano “compreende as competências, as qualificações, as capacidades, a experiência, o compromisso, a criatividade, a inovação e a agilidade intelectual dos indivíduos”.
O capital estrutural “organizacional ou a estrutura interna, inclui os processos, as rotinas, a cultura, os sistemas, as estruturas, as marcas, a propriedade intelectual e outros intangíveis não relevados contabilisticamente e que permanecem na empresa, ainda que as pessoas decidam retirar-se ou reformar-se”.
O capital cliente, “relacional ou estrutura externa, abarca todo o tipo de relações que a organização estabelece com clientes, fornecedores e outros stakeholders, bem como a troca de conhecimento que se realiza entre eles.

d)Ba – Local de criação do conhecimento

Nonaka (2004) apresenta uma teoria que apresenta uma necessidade de um lugar para que ocorra a criação do conhecimento. Segundo o mesmo autor “o conhecimento não pode ser criado no vácuo, e necessita de um lugar onde a informação receba significado através da interpretação para tornar-se conhecimento”.
Assim a definição de Ba apresentado por Nokata mas proposta por Kitaro Nishida é “um contexto partilhado em movimento, no qual o conhecimento é partilhado, criado e utilizado”. O Ba, na verdade, é bem mais do que o local “é uma forma de organizar a criação de significados”. O autor divide o ba em virtual, físico, existencial e no centro de todos eles encontra-se no contexto partilhado onde o contexto individual que em interacção com outro gera a espiral de conhecimento. Entre os vários ba existem relações, trocas e todos eles são importantes para a gestão o contexto individual e por isso mesmo para a espiral do conhecimento. As pessoas interagem umas com as outras mas também com o ambiente sem esquecer o conhecimento que possuem que lhes vai possibilitar a criação de significado.
Para Nokata as empresas devem ser vistas como “configurações orgânicas de ba e não como estruturas organizacionais” o que poderá significar que as empresas interagem entre elas e com o ambiente o que aumenta o conhecimento que possuem assim como possibilita a criação de novos significados. Assim sendo uma empresa poderá aumentar o conhecimento mesmo quando interage com um concorrente assim como quando estabelece protocolos de cooperação. Não importa quem o concorrente é nem onde está, o importante é que ocorra a reunião entre os ba (virtual, físico ou existencial).

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Informação


A palavra informação deriva do latim informare que significa “dar forma a”. Logo constitui a leitura que uma pessoa faz dos dados ou a relação que uma pessoa faz entre os dados (Maria Cabrita, 2009), assim sendo depois de tratados passam a ter um significado num determinado contexto, gerando-se informação.
Para José Rascão (2008) a informação “representa uma quantidade que mede ou reduz a incerteza, isto é, tudo aquilo que permite reduzir a incerteza experimentada por um observador em relação à ocorrência de um determinado evento” (José Rascão, 2008). Para isso os dados são sujeitos a transformações e relacionamentos que visam transformá-los em elementos significativos para a tomada de decisão dentro de uma organização.
“Informação” são dados que tem significado por meio de conexão relacional só acontecendo se os dados forem organizados e partilhados pelo emissor e receptor. O significado da informação depende dos dois intervenientes assim como de possíveis interferências que ocorram durante a transmissão, que não devemos descurar. Estamos assim a falar de um processo de comunicação que pode ser num único sentido ou nos dois sentidos. O primeiro tipo de comunicação é usada por quem manda, reduzindo a ansiedade nos superiores hierárquicos que terão tendência a pensar que está tudo bem pois as decisões não são questionadas (Almeida, 2005). Também Rosa (1994) refere que é duvidoso que conduza a resultados satisfatórios e a sua eficácia é problemática, principalmente quando a mão-de-obra é qualificada. Já quando ocorre comunicação em dois sentidos apesar de ser mais lenta é mais exacta consensual e assumida (idem).
No que se refere a problemas de transmissão é necessário ter em conta que os componentes do sistema comunicacional estão sujeitos a ruídos, silêncios que podem anular ou desvirtuar as decisões (Fonseca, 2000) ou a informação. Também como diz Fonseca (1998) podem levar à ocorrência de incorrecções, lacunas ou imprecisões na informação dada, ou sobrecarregá-la de tal modo que tornam penosa a sua compreensão.
Henrique (2005) apresenta um quadro baseado nos três grandes grupos de barreiras à comunicação identificados por Teixeira (1998), as barreiras técnicas, de linguagem e psicológicas



Barreiras técnicas
Barreiras de linguagem
Barreiras psicológicas
·       O tempo
·       Sobrecarga de              comunicação
·       Ruído
·       Distância entre           emissor e o receptor
·       Espaço físico
·       O código usado
·       A diferença de            culturas
·       Quadro de referência
·       Papéis desempenhados      por cada indivíduo na      sociedade
·       Contexto
·     Complexidade da            mensagem
·         
      O vocabulário
·     A possibilidade de        diferentes significados
·     O “jargão”
·     Quadro de referência
·     Filtragem da informação
·     Grau de confiança e        abertura de espírito
·     Sentimentos
·     Preocupações
·     Stress
·     Tendência para ouvir o    que se espera ouvir
·     Diferenças de percepção
·     Estado de fadiga
·     Desmotivação


In: Henrique (2005) com base em Fachada (2000), Teixeira (1998), Cadim (1990) e Donnelly (2000)